quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Estranho Paradoxo

Nos tristes dias de felicidade
Nasce a morte
Cheia de vida
Nadando no seco sertão
Amando um ódio incompreendido
No entendimento do sem sentido
Nas várias ideias da monomania
O amargo gosto do adocicado
Se torna belamente feio
Olhando cegamente
Para o lindo cantar do mudo
Que torna insuportável
O barulhento silêncio.
No interior do afora
A escuridão da luz
Se enche de um vazio
Que causa uma dor
Nunca sentida.


Edison Lorran Jerdlicka Coelho

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013


Aurora do amor jovial


Imensidão... quando está longe, vazia, e perto, excede... Esses pensamentos seguem, juntos, um só foco...
Há uma parte minha que está errada,
e que só você não julga,
e  ajuda.

Sou uma quase metade de um sonho que transborda só quando me integro a sua verdade.

Sentimentos, pensamentos... paz ao teu lado, guerra longe de ti.
Amor...

Louco.
Otário.
Vive
Encalhado.

Sim, às vezes sou louco, confesso,
e sempre serei, quando se trata de tu.
Otário, uma única vez,
quando relutei em dizer o que significa viver um mar de rosas
e um mar de espinhos, no mesmo momento.
Dizer esse tal sentimento,
“encalhado”, seria apenas um aviso ao meu coração,
um barco ancorando em sua emoção.


Sendo eu louco, sacrificando em sofrimento o pensamento,
uma imagem se torna um paraíso...
seus cabelos tingidos com a escuridão da noite,
seus olhos hipnotizantes ao sol do meio dia...

Besteira, bobagem... lágrimas em vão.
Sentimento sem sentido... guerra na paz,
e quando há paz, procura a guerra...
isso tudo, eu era.
Eu estava
quando não estava
contigo.

Mas, que motivos tenho para sacrificar os sentimentos?
Por simples minutos, uma diversão?

Amor, amizade, companheirismo e uma história, e um futuro,
e um sonho, nossa eternidade.

Autores:

Dejair Otenio Sobrinho

Lucas Rodrigues da Fonseca Gasparini

Michele Strey Frederico

Tiago Junior de Lima Moreira

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O encontro

Observava, e, no caminhar, vinhas a prantear.
E vinha eu prantear no meu caminhar.
Pensava em nada, a não ser tudo.
Em tudo pensava não ser nada.

Não parou a beira do lago.
O lago estava parado á sua beira.
Olhou no fundo de meus olhos.
Meus olhos descobriram o mundo.

Presa a tua a minha mão,
Falava de cortar o caminho.
O caminho estava um alarme.
As estrelas mostram que se é tarde.
A tarde é este cedo
De recomeço.

Mira outra aurora, agora é outro cedo.
Agora há outro medo.
O medo agora há
De que assim, na outra beira de lago
 Se vá.



Autora: Michele Strey Frederico.
Sobre coisas


Há histórias, ficções e verdades de momentos,
negócios feitos por sentimentos,
metodologias a cerca de coisas...
E, o que são coisas?

Esse mundo de ficções,
onde as pessoas vivem apenas de ilusões,
são perfeitas obras do destino.
Mas, destino porque, se as pessoas não sabem o que conhecer?
É viver por viver!
E, se um dia eu morrer?
Que coisa eu vou ver?
Onde eu irei morar?
Se essa simples pergunta interrogar,
 que coisa vou virar?

Quem sou eu?
Por que vim para cá?
Tenho algum futuro?
Será que tudo que eu fiz já está traçado?
Se não adianta o que eu faço, por que viver?

E se viver for apenas uma etapa?
E se tiver algo, além disso?
Talvez o fim que imaginamos é
apenas o começo de uma sublime nevasca,
esplêndida e sobrenatural.
E porque só estudamos sobre pessoas mortas?
Um exemplo de 608 páginas de história, claro, importante...
Mas são apenas pessoas mortas que descobriram,
e por causa disso estamos fazendo exercícios!


Tudo é um fato! Viver ou morrer?
Uma história começa a partir da morte,
a vida inicia diante de um sopro.
A história é a metáfora da vida...
Sabemos de onde viemos
mas não para onde iremos.
Fato ou irrealidade?

As coisas são coisas, e há coisas que são mais,
não apenas “coisas” vítimas do tempo.
O tempo não é só uma coisa,
ele é próprio e faz da vida também não ser uma coisa.
Nada é uma coisa, um nada sem valor.
Tudo o que faz, o que pensa e o que vive
é importante, mais que mais, mais que tudo.
É único!    

Autores:
Kim Dantas da Silva;
Larissa Campana;
Michele Strey Frederico;
Poliana Pittelkow;
Rafael Cardoso Porto;
Suely Vieira Lima;
Tiago Junior de Lima Moreira;
Wesley Santana Ferreira.


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Voçoroca Muscular

Para montes, para neblinas, o meu coração se ergueu na fachada mais distante.
Às vezes sofremos calados para não fazer ninguém sofrer.
E nos debulhamos no mar de rosas envelhecidas,
Incrustadas no aspecto dinâmico da era tropical.

Em virtude da vida quando olhamos pra trás não queremos reviver o que já passou por nós,

Interligadas por linhas imaginariamente essenciais para uma ligação cósmica,
Que se faz ao vento, captando a mensagem de destruição,
Em meio à melhor fase do que se diz apaixonar apaixonadamente.

E com isso verdades e mentiras se encontram com o mal que pode ser causado pelo amor.
Nada de amor! Quero simplesmente brotar esperança.
Uma grande parte de infelicidades acaba a se formar dentro dessa ilusionista.
Deixa viver, deixa reviver, deixa nascer e renascer o antes roubado,
Desencontrado e diversificado, e enfim, estando do meu lado.


Porque amizade é melhor, é pior, mas é o que faz sentido!

Mesmo estando longe queremos desfrutar a amizade com o sentido de algo positivo em relação a ela.
Amizade é a cura para os males, mas você nunca concertará o feito.


Indefeso, essa forma de me tratar com rosto de paisagem,
Se retrai e transforma-se em nova criatura. 
E se ofende, e se cura,
E vai a luta, porque respiramos, mesmo na contração de uma voçoroca dentro de mim.
Estamos na animália, cobertura do vegetal ambulante, reduzido ao vermelho,
Sangue da solidão mais perfeita. 

Autoras:
Erica Franciele Rodrigues
Estefany Tiemi Omine
Michele Strey Frederico.

terça-feira, 7 de maio de 2013


SOFRENDO NAS TREVAS


Preso na escuridão...
Acreditando na ilusão
De um dia qualquer
Conquistar teu coração.
Peço sempre em oração
Que Deus tenha compaixão
de um pobre homem vão
que na embriaguez de uma paixão
não consegue ver o chão...

(Willian Paes da Silva)

Voz
Flutuante, flamejante
Irrisório ao vivente.
É painel, um painel de céu estrelado
sorrindo pela chuva um recado.
Falaz ao de paz,
rocha que apraz.
Talvez plangente,
culpado ou inocente.
É periculosidade
que possui alguma verdade.
Menininha marginalizada
levando uma pergunta em sua jornada.
São ecos, são ocos
que levam a socos.
Pertence a todos e é tão única.
É perdida, esquecida, roubada.
Incolor de maior dor.
Expresso que conduz,
com ou sem luz.
Sofre para ver feliz...
E você, nada a ela diz?

Autora: Michele Strey Frederico.